Núcleo dos Médicos Veterinários de Cornélio Procópio e região - SPrMV (Sociedade Paranaense de Medicina Veterinária) - CRMV-PR (Conselho Regional de Medicina Veterinária)
quarta-feira, 6 de junho de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
CRMV e Núcleo dos Médicos Veterinários participam de reunião para retomada das atividades do Conselho de Sanidade Agropecuária de Cornélio Procópio
Na tarde de terça-feira (27/03) foi realizado, no auditório
do Sindicato dos Produtores Rurais de Cornélio Procópio (Sindirural), uma
reunião do Conselho Municipal de Sanidade Agropecuária (CSA), com a finalidade
retomar as atividades e discutir um plano de ação para o grupo, assim como
aprovar o estatuto e realizar a eleição da nova diretoria do Conselho.
Entre os presentes, estavam representantes de diversos
setores ligados a produção agropecuária no município, além de membros da FAEP e
do CSA no Estado.
O médico veterinário da FAEP, Celso de Oliveira, explicitou
que nos últimos três anos foram implantados em todo o Estado do Paraná 374
Conselhos Municipais e destes, aproximadamente 40% encontram-se hoje bastantes
ativos, desenvolvendo um trabalho de apoio a defesa agropecuária do Estado. “Os
demais Conselhos, com o apoio incondicional do Governo do Estado, estão
retomando este trabalho de ativação dos mesmos, renovando as diretorias,
rediscutindo os planos de ação, pontuando os problemas levantados no município
e recebendo todo o apoio necessário para que retomem suas atividades no sentido
de tornar o setor agropecuário cada vez mais forte”, concluiu Celso.
A Delegacia Regional do CRMV se fez presente por meio do
Delegado Regional de Cornélio Procópio, o Médico Veterinário Rafael Haddad, o
qual salientou a importância da retomada das atividades de todos os CSAs de
nossa região, para que, em conjunto, possam resolver problemas graves que
impedem o crescimento e o fortalecimento da atividade no norte do Paraná. O Núcleo dos Médicos Veterinários de Cornélio Procópio
também esteve presente através dos membros Oscar Francisco Balarin, Floriovaldo
Calderon, Sergio Hamada e Yassuo Curiaki, sendo que, os dois últimos fazem
parte da atual diretoria eleita para o CSA, ocupando respectivamente os cargos
de Diretor Técnico de Pecuária e Diretor de Mobilização.
Todas as entidades presentes indicarão dois membros para
ocuparem respectivamente o cargo de conselheiro titular e conselheiro suplente
junto ao CSA de Cornélio Procópio, para tanto, a Delegacia Regional do CRMV
indicou o Delegado Regional, Rafael Haddad como titular e Geovanni Camargo como suplente, já o Núcleo dos Médicos
Veterinários será representado por sua presidente, Luciana Emmanuela Pereira,
como titular, e Fábio Mauro Segabinazzi Júnior, como suplente. Também fará
parte do conselho o Médico Veterinário Oscar Francisco Balarin, o qual representará
a Sociedade Rural de Cornélio Procópio.
Fonte: Delegacia Regional do CRMV de Cornélio Procópio
CRMV-PR participa da Coletiva à Imprensa - Devolução de BHC e Agrotóxicos Obsoletos na região de Cornélio Procópio
O governo estadual paranaense começa a resolver um problema
ambiental histórico, referente a agrotóxicos deixados em propriedades rurais a
décadas. O Projeto de Devolução do BHC e Agrotóxicos Obsoletos envolve
Governo do Paraná, Seab, Emater, Iap, Ocepar, Faep, Senar, inpEV e Instituto
das Águas do Paraná,
Por ser o primeiro município da região de Cornélio Procópio
a abrigar o projeto, representantes de diversas entidades estiveram em Assaí na
manhã de sexta-feira, 23/03, durante reunião no auditório da Secretaria
Municipal de Assistência Social.
Segundo Maurílio Soares Gomes da EMATER "A região
de Cornélio Procópio, integrando 23 municípios, realiza esta atividade de
coletiva a imprensa para dar conhecimento a sociedade do destino a 70,9
toneladas de BHC e 19,8 toneladas de agrotóxicos obsoletos, existentes e
cadastrados por 165 agricultores, na 1ª fase ocorrida e regulamentada pela lei
estadual 16.082-2009." Com o Projeto de Devolução do BHC e Agrotóxicos, o governo
paranaense tenta resolver um passivo ambiental que se arrasta há vários anos.
Em 2001 o Estado havia feito um levantamento para mensurar o dano, no entanto o
passo mais significativo vem acontecer somente agora, apesar da proibição da
utilização do BHC ainda em 1985.
O CRMV-PR se fez presente nesta coletiva por meio do Delegado Regional do CRMV em Cornélio Procópio, o Médico Veterinário Rafael Haddad. Segundo ele, é importante que os colegas veterinários e zootecnistas que trabalham na área rural conheçam os riscos que o BHC e demais agrotóxicos obsoletos oferecem a saúde dos rebanhos e dos seres humanos, e orientem os proprietários rurais na correta destinação destes produtos. Rafael Haddad relatou ainda o fato do produto se acumular ao longo da cadeia alimentar e permanecer no meio ambiente por muitas décadas, fato este que pode gerar ocorrências de intoxicações de animais em áreas onde esses produtos não foram corretamente armazenados.
| Med. Vet. Dr. Rafael Haddad, delegado regional do CRMV-PR em Cornélio Procópio e Med. Vet. Dr. Luciano José Fidelis, chefe da vigilância sanitária em Assaí - PR. |
Fonte: Delegacia Regional do CRMV de Cornélio Procópio
Rafael Haddad, Delegado Regional do CRMV de Cornélio Procópio, ministra palestras em comemoração ao Dia Nacional dos Animais
Na semana em que se comemorou o Dia Nacional dos Animais
(14/03) o Médico Veterinário Rafael Haddad ministrou palestra em escolas e
projetos sociais do município de Cornélio Procópio falando sobre os cuidados
que todos devem ter com seus animais de estimação.
O público alvo dessas palestras foram crianças matriculadas
no ensino fundamental, as quais participaram ativamente e deram diversos
relatos sobre acontecimentos diários que envolvem o tema.
Segundo a Prof. Juliana Brancalhão Santana Ribeiro do
Colégio Dom Bosco "Muita gente ainda ignora a existência dos animais,
maltratando ou abandonando-os. Pesquisas comprovam os benefícios físicos e
mentais que a convivência com bichos de estimação trazem para as
pessoas. A interação entre pessoas e animais, na troca de carinho,
confiança e cuidados, tem se tornado um excelente remédio contra ansiedade,
depressão e estresse. Nesta palestra, os alunos aprenderam os diversos
cuidados que devemos ter com os animais, principalmente na escolha dos
bichinhos de estimação. Enfim... aprenderam que independente da raça ou
tipo, o animal merece carinho, respeito e cuidado."
Rafael Haddad, que é Delegado Regional do CRMV em Cornélio
Procópio, salientou que ações deste tipo devem fazer parte do cotidiano da
escolas públicas e privadas da rede de ensino, e que somente com educação e
conscientização a longo prazo é que se pode diminuir os casos de abandono e
maus tratos.
Fonte: Delegacia Regional do CRMV de Cornélio Procópio
sexta-feira, 30 de março de 2012
Conselho Municipal de Sanidade Agropecuária empossa novo presidente
Por Paulo Bueno em mar 30th, 2012 // Sem comentários
Criado em 2009, o CSA trabalha tanto com sanidade animal, como com vegetal, procurando manter na agropecuária um sistema de produção que respeite o meio ambiente e que gere um produto melhor para o consumidor. É um Conselho consultivo, ou seja, ele não cria leis, e sim, sugere ao legislativo municipal, estadual e até o federal uma legislação que propicie benefícios ao município.
Segundo Cristiano Leite Ribeiro, empossado presidente do Conselho durante a reunião, a função do CSA é embasar o legislativo com dados e realidades do meio rural para que ele possa criar leis cada vez mais precisas e exeqüíveis. “Cornélio tende a ser um dos Conselhos mais ativos da região, tendo em vista a representatividade presente hoje aqui na reunião. Tivemos instituições de todos os pontos da agropecuária que se comprometeram a trabalhar assiduamente no Conselho. Além disso, vamos criar um canal de recebimento de denúncias que envolvam a população rural e agropecuária de Cornélio, centralizado na sede do Conselho, aqui no Sindirural”, enalteceu Cristiano.
O CSA estabeleceu ainda uma parceria com o Núcleo Regional de Educação, a fim de conscientizar as crianças sobre a sanidade animal e vegetal. “Não há conscientização da população se as crianças não forem conscientizadas inicialmente. A criança é um replicador, é uma caixa de ressonância daquilo que você quer que os pais saibam”, salientou o novo presidente do Conselho.
Para Cristiano, a presença do vereador Ricardo Leite na reunião foi excepcional, pois cria um canal de comunicação direto com o legislativo municipal. “O Conselho é um órgão que tem o poder de identificar os problemas, fazer um diagnóstico das principais sanidades do município e propor soluções educativas e até ações junto ao Governo municipal, estadual e federal, através de sugestão e emissão de pareceres que possibilitem resolver as problemáticas com ações públicas”, esclareceu o vereador, Ricardo Leite. Ele falou ainda sobre a intenção do legislativo e executivo municipal em criar uma secretaria de agricultura no município. “A criação deste órgão vem viabilizar suporte ao Conselho e também verbas orçamentárias do Governo Estadual e Federal que dependem não somente do CSA no município, mas de uma secretaria que possa responder por isso”, adiantou.
O médico veterinário da FAEP, Celso de Oliveira, explicitou que nos últimos três anos foram implantados em todo o Estado do Paraná 374 Conselhos Municipais e destes, aproximadamente 40% encontram-se hoje bastantes ativos, desenvolvendo um trabalho de apoio a defesa agropecuária do Estado. “Os demais Conselhos, com o apoio incondicional do Governo do Estado, estão retomando este trabalho de ativação dos mesmos, renovando as diretorias, rediscutindo os planos de ação, pontuando os problemas levantados no município e recebendo todo o apoio necessário para que retomem suas atividades no sentido de tornar o setor agropecuário cada vez mais forte”, concluiu Celso.
Fonte: www.rc1490.com
O hemograma é o exame de sangue mais importante devido à sua praticidade, economia e utilidade. Sendo o sangue responsável pela homeostasia do organismo e o hemograma um exame geral do animal, o hemograma oferece informações que podem ser utilizadas como ferramenta pelo veterinário para, em associação a outros sinais e exames, realizar a busca diagnóstica.
Assim sendo, o hemograma deve ser solicitado por várias razões, entre elas em um procedimento de triagem para avaliar a saúde dos animais e do rebanho, na busca do diagnóstico ou prognóstico, e ainda para verificar a habilidade corporal às infecções e para monitoramento do progresso de certas doenças. O histórico, o exame de rebanho e outros testes laboratoriais são essenciais para a interpretação dos dados hematológicos que serão objetos de investigação.
Como coletar
Como coletar
1- Veia Cava Anterior: deve ser feita do lado direito do animal devido a menor inervação do nervo vago inserindo a agulha no final do leito jugular;
2- Veia jugular: a agulha é inserida na veia jugular do lado direito;
2- Veia jugular: a agulha é inserida na veia jugular do lado direito;
Cuidados com o material
Uma colheita e acondicionamento adequados devem seguir rigidamente os métodos preconizados pela técnica, bem como estarem condizentes com o procedimento do laboratório que irá processar o material. Mesmo com a diversidade de amostras a serem colhidas, algumas regras básicas são comuns a todas. A mais importante delas talvez seja a adequada identificação da amostra, tanto junto ao frasco ou embalagem do material, como na ficha de solicitação do exame (enviada juntamente com o material). O material deve ser remetido sob refrigeração e o mais rápido possível.
A identificação da amostra deve ser feita de modo a não se destacar ou sair durante o acondicionamento, principalmente quando a amostra estiver sob refrigeração ou com cubos de gelo em caixa de isopor. O número do animal deve ser claro, escrito em letras nítidas, se possível com a data de colheita.
Série Vermelha
Série Vermelha
O hemograma completo inclui todos os testes laboratoriais utilizados para examinar as células contidas no sangue periférico. As células são classificadas como eritrócitos (células vermelhas - RBC), leucócitos (células brancas - WBC) e plaquetas. Sua contagem é realizada pelo método automatizado, sendo a contagem diferencial de leucócitos e a descrição morfológica feitos mediante exame microscópico do esfregaço sanguíneo por profissionais capacitados em análises clínicas veterinárias.
O hematócrito (HT ou HTC) refere-se à percentagem ocupada pelos glóbulos vermelhos ou hemácias no volume total de sangue. Caso o valor seja inferior à média, significa que existe pouca quantidade de glóbulos vermelhos circulantes. Podem ser obtidas alterações falsas como a diminuição do HTC devido a excesso de EDTA, amostras velhas sem refrigeração ou refrigeradas por longos períodos. Caso o HTC apresente valor superior à média, significa que existe uma quantidade maior de glóbulos vermelhos para o volume de sangue, podendo ser falsamente aumentado quando o animal se encontra desidratado ou a colheita do sangue tiver sido realizada sob situação de excitação ou stress.
Os eritrócitos ou hemácias servem como veículos de transporte mediante a aquisição de oxigênio no pulmão, carreando o O2 para as células desprovidas de oxigênio, trocando e carreando o dióxido de carbono de volta aos pulmões para liberação via expiração. A hemoglobina é o principal componente dos eritrócitos e é responsável pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono. Esse ciclo é continuo e repetido por toda a vida do eritrócito. Os eritrócitos são descritos pelo seu tamanho, formato e grau de palidez central.
Figura 2: Hemácia, um trombócito e um leucócito. Fonte: Wikipedia.
Série Branca
Série Branca
As células brancas são menos numerosas que os eritrócitos e realizam suas funções predominantemente nos tecidos. O número total circulante reflete o equilíbrio entre o fornecimento e a demanda, variando entre as espécies. Há uma discreta variação de acordo com a idade, mas a contagem total mantém-se normal.
A contagem diferencial de leucócitos pode ser apresentada em números relativos (%) e/ou absolutos (número por microlitro). A interpretação deve ser baseada, de preferência nos números absolutos, principalmente nos casos em que a contagem global se apresentar elevada ou muito baixa.
Os leucócitos são classificados em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos (linfócitos e monócitos).
Os leucócitos são classificados em granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e agranulócitos (linfócitos e monócitos).
Neutrófilos: Representam uma das principais linhas de defesa do organismo, principalmente por bactérias. Encontra-se em maior porcentagem na contagem global total. Possuem a função básica de fagocitose e morte de microrganismos. Subdividem-se em dois tipos: adultos (maduros, segmentados), caracterizados por possuírem núcleos lobulados e bastonetes (imaturos, não segmentados). A média de vida desse grupo celular é de 9 dias.
Linfócitos: Ocupam o segundo lugar em número na corrente sanguínea. São componentes fundamentais do sistema imune. Possuem particularidade de recircular e preservar a capacidade de mitose. São constituídos por subpopulações distintas quanto às suas funções. Linfócitos B (produtores de anticorpos) e linfócitos T, que possuem função de regular as respostas imunes aos antígenos protéicos e servir como células efetoras para eliminação de microrganismos intracelulares.
Eosinófilos: Constituem cerca de 2% da contagem total. Sua produção encontra-se aumentada nas infecções parasitárias. Participa também na resposta aguda inflamatória.
Monócitos: Desempenham papel importante na defesa contra microrganismos intracelulares como fungos, vírus e algumas bactérias. Atuam também na formação da resposta imune por atuarem como células apresentadoras de antígenos. São importantes também no processo inflamatório por secretarem substâncias biologicamente ativas e serem responsáveis pela remoção e processamento de células senescentes e debris, filtração de bactérias e toxinas do sangue portal. Os monócitos após entrarem na circulação permanecem no máximo 24 horas e migram para tecidos nos quais se diferenciam em macrófagos.
Basófilos: Tal grupo celular assemelha-se aos grandes mastócitos. Liberam heparina, impedindo a coagulação sanguínea assim como aceleram a remoção de partículas de gordura do sangue. Constitui a classe menos numerosa de leucócitos e não são frequentemente observados.
O hemograma + leucograma são importantes para detectar:
Anemias como: anemias ferropriva em animais jovens (má aplicação de ferro ou mesmo produtos de baixa qualidade); anemia em adultos (PCV2-Circovírus lesa tecidos renais que produzem eritropoietina, estimulante da medula a produzir hemácias), além das tradicionais verminoses que ainda ocorrem em suínos em sistema criados em instalações que utilizam cama, lâmina d'agua; etc.
Leucopenia é importante para detecção de infecções virais, como tem havido muito em leitões com Influenza ou mesmo outras viroses.
A Leucocitose já aparece confirmando casos de infecções bacterianas (primarias ou mesmo secundarias).
Como se trata de saúde de população, SEMPRE recomendamos realizar uma amostragem adequada. O número de amostras deve ser correto para ter validade, boa interpretação dos resultados e perfeita implantação de medidas corretivas e preventivas, isto porque um número baixo de amostras pode levar a resultados de pouco valor diagnóstico e epidemiológico.
O hemograma + leucograma são importantes para detectar:
Anemias como: anemias ferropriva em animais jovens (má aplicação de ferro ou mesmo produtos de baixa qualidade); anemia em adultos (PCV2-Circovírus lesa tecidos renais que produzem eritropoietina, estimulante da medula a produzir hemácias), além das tradicionais verminoses que ainda ocorrem em suínos em sistema criados em instalações que utilizam cama, lâmina d'agua; etc.
Leucopenia é importante para detecção de infecções virais, como tem havido muito em leitões com Influenza ou mesmo outras viroses.
A Leucocitose já aparece confirmando casos de infecções bacterianas (primarias ou mesmo secundarias).
Como se trata de saúde de população, SEMPRE recomendamos realizar uma amostragem adequada. O número de amostras deve ser correto para ter validade, boa interpretação dos resultados e perfeita implantação de medidas corretivas e preventivas, isto porque um número baixo de amostras pode levar a resultados de pouco valor diagnóstico e epidemiológico.
De um modo prático, recomendamos que sejam remetidas 5-10 amostras de animais doentes e 5-10 amostras de animais ao caso para monitoria do estado de saúde do lote.
Fonte: www.diadecampo.com.br
Larvicultura de peixes
| João Batista Fernandes e Alexandre Diógenes 21/03/2012 |
Como é citado em muitos artigos e revistas da área, a piscicultura mundial tem apresentado um aumento significativo, onde o Brasil tem se destacado na produção de peixes de água doce. E, para tanto, surge à necessidade da obtenção de larvas de boa qualidade, que pode ser por meio do extrativismo ou por produtores especializados.
É considerada larva de um peixe o animal recém-eclodido, que se alimenta de sua reserva energética (vitelo). Nessa fase, a fisiologia do peixe passa por diversas etapas de desenvolvimento, tal como a abertura da boca e formação do trato digestório (para futuras alimentações exógenas) e a insuflação da vesícula gasosa (para a flutuabilidadee locomoção na água). A duração desse estágio depende basicamente das condições ambientais e da espécie.
O ato de retirar as larvas de peixes do ambiente natural é bastante antigo. E, por meio disto, foi possível aumentar a produção de pescadohá alguns séculos atrás. Atualmente essa atividade está bastante reduzida, uma vez que as técnicas deprodução desses organismos em ambientes artificiais e controlados vem sendo dominadas e aperfeiçoadas dia a dia. Contudo, ainda é possível visualizar esta atividade extrativista, principalmente em pisciculturas marinhas.
A produção de larvas em cativeiro surge para acompanhar o crescimento das pisciculturas, fornecendo peixes de boa qualidade e em grandes quantidades. Isto vem ocorrendo desde a inserção da primeira piscicultura na Alemanha em 1850. No Brasil, a produção de larvas de peixes é voltada tanto para os peixes nativos, tendo como exemplo o tambaqui e pacu, assim comoprodução de espécies exótica como atilápia-do-Nilo.
A produção de ovos para a larvicultura pode ser via reprodução artificial, que envolve o uso de hormônios (natural ou sintético), que é injetado nos peixes sexualmente maduros para estimular a ovulação e espermiação. Já areproduçãosemi-artificial, não requer o uso de administração de hormônios. Neste caso asmatrizes pré-selecionadassão criadas em um ambiente em que suas exigências fisiológicas e ambientais são satisfeitas, além da oferta de uma dieta balanceada para a espécie.
A maior dificuldade de sucesso na produção de larvas de peixes está relacionada com a dieta a ser ofertada, tendo em vista que nesta faseos peixes precisam de umalimento balanceado, rico em energia, para o seu rápido desenvolvimento. As rações para pós-larvas devem apresentar alto nível proteico(entre 40-50%) e de energia bruta entre3.600 a 4.200 kcal/kg, além de apresentarem textura menor que 0,5 mm e uma adequada flutuabilidade, evitando as excessivas perdas de nutrientes por lixiviação na água,principalmente os aminoácidos e as vitaminas hidrossolúveis.
A fase de pós-larva é considerada quando ocorre a transição alimentar, ou seja, no momento em que as larvas deixam de teruma alimentação endógena(reservas vitamínicas) e passam a ter uma alimentação exógena, principalmente do plâncton presente na água dos viveiros e ração balanceada. Entretanto essa fase da criação de peixes nem sempre é bem sucedida, pois as pós-larvas podem não aceitaradequadamente a dieta artificial, favorecendo o canibalismo e má formação das estruturas vitais, como o trato digestório, nadadeiras e pigmentação dos olhos.
O peixe é considerado juvenil quando apresenta suas estruturas morfológicas semelhantes a os adultos. Nessa fase há maior procura pelos produtores, tendo em vista que os peixes estão mais resistentes tanto para transporte, quanto para o manejo de produção.
É muito comum usarmos o termo alevinos para fase de transição pós-larva/juvenil.Porém, segundo GOMESet al. (2003), este termo é empregado erroneamente no Brasil. Segundo esses autores, os produtores de peixes tropicais brasileiros comparam o desenvolvimento inicial de seus peixes com a fase de desenvolvimento compreendida entre a eclosãodas larvas e o aparecimento das nadadeiras nos salmonídeos, chamado de “alevin”.
O manejo adequado das larvas/pós-larvas, assim como a manutenção da qualidade de água são fatores críticos e fundamentais para a boa formação e sobrevivência desses animais. Logo o sucesso da produção depende do conhecimento da biologia da espécie a ser produzida. Assim, diversos estudos na área de larvicultura estão sendo executados, a fim de aprimorar as técnicas de cultivo. Desta forma, a obtenção de larvas/pós-larvas pelos produtores de peixe de engorda deve ser feita em larviculturas bem conceituadas, minimizando possíveis falhas na produção e maximizando lucros na produção.
REFERÊNCIA
GOMES, L.C.; ARAUJO-LIMA, C.A.R.M. e ROUBACH, R. Alevino – um termo equivocado na piscicultura brasileira com consequências no setor produtivo. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v.20 (2), p.353-359, 2003.
GOMES, L.C.; ARAUJO-LIMA, C.A.R.M. e ROUBACH, R. Alevino – um termo equivocado na piscicultura brasileira com consequências no setor produtivo. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v.20 (2), p.353-359, 2003.
Fonte: www.diadecampo.com.br
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