quinta-feira, 22 de março de 2012

Biosseguridade: o que significa e qual a sua importância na avicultura.



Campolina: O grande Marchador



quinta-feira, 15 de março de 2012

Novo horário de funcionamento da delegacia do CRMV-PR em Cornélio Procópio


15/Mar/2012
O CRMV-PR informa que, a partir de segunda-feira (19), a Delegacia Regional de Cornélio Procópio funcionará em novo horário, das 10 às 12 horas e das 13 às 17 horas. Para maiores informações entrar em contato com a Sede, localizada em Curitiba, pelo e-mail crmv-pr@crmv-pr.org.br ou (41) 3263-2511.
 
Fonte: Assessoria de Comunicação do CRMV-PR

terça-feira, 13 de março de 2012


A pastagem é a forma mais prática e econômica de se alimentar os rebanhos, pois o próprio animal é quem colhe o seu alimento, sendo de grande importância nos sistemas de produção animal, principalmente em regiões áridas e semi-áridas. Nestas regiões são comuns prolongadas épocas de estiagem, onde o pasto existente se torna deficiente em quantidade e qualidade nutritiva, ou seja, com alto teor de fibra de baixa qualidade e reduzido teor de proteína e carboidratos. Assim, o alimento ingerido pelos animais não é suficiente para manter suas funções vitais, fazendo com que as reservas corporais sejam consumidas, ocasionando perda de peso, queda de produção e na eficiência reprodutiva, diminuição do crescimento, podendo chegar a provocar a morte dos mesmos.
Os animais que resistem à época de escassez de alimento submetem-se a um regime de ganho e perda de peso, apresentando produção apenas na época das águas, onde existe grande quantidade de alimento, mas em contrapartida os preços dos produtos de origem animal são baixos em virtude do excesso de oferta. Este processo proporciona ao produtor redução na receita, que buscando minimizar este efeito suplementa seus animais no período da seca, para garantir a sobrevivência ou evitar a venda de parte do rebanho e até podendo disponibilizar produto na época da entressafra.
A irrigação de pastagens tem grande importância nas regiões semi-áridas, pois através desta técnica poderá se produzir alimento para o rebanho durante todo o ano em quantidade e qualidade satisfatórias, desde que bem manejada. Mas o uso da água deve ser analisado do ponto de vista ecológico e econômico, pois o problema referente à sua escassez deixou de ser uma questão a ser resolvida no futuro e passou a ser um problema da atualidade. Hoje já existem locais em diversas partes do mundo em que a água já não é disponível para as necessidades básicas da população e outras em que animais e até mesmo pessoas morrem ou ficam bastante debilitadas por sua falta.
Na região semi-árida do Nordeste brasileiro, não bastando à quantidade insuficiente de água para atender às necessidades da população (consumo, indústria, irrigação etc.), também é comum ocorrer problemas com o alto teor de sais em grande parte das fontes de águas, sejam elas subterrâneas (poços) ou superficiais (lagoas e açudes de pequeno e médio portes). Para agravar mais ainda a situação, a concentração de sais nos pequenos e médios reservatórios, aumenta consideravelmente durante o período seco, quando o volume da água é significativamente reduzido, época em que o uso da irrigação se faz mais necessário. Já as águas de rios ou riachos podem, também, apresentar problemas de salinidade, dependendo do tipo de solo, da qualidade de água das barragens ou, ainda, do retorno da água de drenagem.
A água é um bem precioso e que precisa ser preservado e utilizado de forma eficiente para que a sua falta não venha a provocar catástrofes como já se vem especulando. Por isso estudos que avaliam o uso de água com qualidade inferior para diversos fins vêm ganhado destaque. Dentre as alternativas para o uso de água salinas na agricultura irrigada, o cultivo de forrageiras halófitas como as do gênero Atriplex, e não halófitas, mas com graus moderados de tolerância ao estresse salino, como o sorgo e o milheto, tem ocupado lugar de destaque, pelas suas elevadas produtividades mesmo quando irrigadas com água de elevada salinidade e podem se constituir em alternativas para cultivos que utilizem recursos (água e solo) salinos. Estas espécies são alternativas bastante interessantes para alimentação animal, mas nenhuma delas é apropriada para o pastejo, ou seja, na maioria dos casos são usadas para produção de feno ou silagem e fornecidas em cochos para os animais, o que torna o preço do alimento mais elevado.
Em se tratando de gramíneas forrageiras indicadas ao pastejo, os trabalhos demonstrando resistência ao estresse salino são escassos ou até inexistentes. No entanto, algumas observações feitas em campo pode-se detectar que a canarana erecta lisa (Echinochloa pyramidalis) apresenta um bom desenvolvimento em solos afetados por sais. Ademais, apresenta-se bastante apreciado pelos animais, possui bom vigor na rebrota após pastejo e bom valor nutritivo, proporcionando aos animais alimento de qualidade, dando condições para que eles possam expressar seu potencial produtivo.


Fonte: www.diadecampo.com.br

A produtividade animal é dependente de diversos fatores, destacando-se entre eles o correto atendimento das exigências nutricionais dos animais através de dietas corretamente balanceadas em proteína, energia e macro e micro minerais. Segundo Gonzaga Neto et al. (2005), exigência nutricional é a quantidade de um nutriente que deve ser suprida para satisfazer às necessidades de um animal saudável em um ambiente compatível com seu bem-estar.
Os macro e microminerais chamados de forma geral de minerais são extremamente importante para os seres vivos por estarem envolvidos na manutenção da vida, participarem de quase todas as vias metabólicas do organismo, exercerem funções importantes na manutenção do crescimento, no metabolismo energético, na função imune, no desempenho reprodutivo, assim como no aumento da produtividade animal. Os minerais são divididos com base na quantidade exigida pelo animal em macro e microminerais.
Os macrominerais são exigidos em maiores quantidades, sendo expressos em g/kg da dieta, são eles: cálcio (Ca), fósforo (P), magnésio (Mg), enxofre (S), sódio (Na), cloro (Cl) e potássio (K). Já os microminerais são exigidos em menores quantidades, estando expressos em mg/kg, são eles: zinco (Zn), cobre (Cu), cobalto (Co), iodo (I), selênio (Se), manganês (Mn), ferro (Fe), flúor (F) cromo (Cr) e níquel (N).
Dietas deficientes em minerais podem causar um quadro de carência, apresentando sintomas característicos para cada mineral. Alguns desses sintomas são deformações ósseas, osteomalácia (amolecimento dos ossos), raquitismo, anemia, anestro (ausência ou atraso do cio), retenção de placenta, entre outros.
Alguns fatores afetam a exigência de minerais pelos animais, tais como: tipo de dieta, disponibilidade e forma química dos elementos minerais nos ingredientes, aspectos relacionados às inter-relações (antagonismos e agonismos) entre os minerais, nível de produção, idade, raça, grupo genético, sexo e condições climáticas as quais o animal encontra-se submetido (Underwood e Suttle, 1999).
Alguns comitês internacionais publicaram tabelas de exigência de minerais para ovinos e caprinos, como o norte-americano NRC, o inglês AFRC, o australiano CSIRO e o francês INRA. Estes diferem nos valores preconizados para as exigências nutricionais, em função das diferenças nas metodologias, nos fatores de correção e eficiência de utilização adotada por estes sistemas (Resende et al 2008).
O sistema de alimentação mais recentemente publicado para gerar valores de exigências nutricionais de ovinos e caprinos foi o NRC, com sua última publicação em 2007. Atualmente o NRC é o sistema mais utilizado no Brasil para cálculo de rações e suplementos minerais, porém suas tabelas são baseadas em experimentos que utilizaram material genético, forrageiras e condições ambientais distintas das nossas, levando a resultados que não correspondem às reais exigências dos nossos animais.
Muitas pesquisas têm sido desenvolvidas em universidades brasileiras como as Universidades Federais da Paraíba (UFPB), Campina Grande (UFCG), Pernambuco (UFPE), Ceará (UFC), Lavras (UFLA), Minas Gerais  (UFMG) e Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), com o intuito de determinar as exigências nutricionais de ovinos e caprinos, para os diversos sistemas de produção e material genético utilizados no País.
Através dos dados destas pesquisas será possível a elaboração de uma tabela de exigência mais adequada aos animais utilizados em nossos sistemas de produção, a exemplo do que foi feito na Universidade Federal de Viçosa para bovinos de corte com a tabela de exigências nutricionais de zebuínos puros e cruzados (Paulino et. al., 2010).


Referências bibliográficas

GONZAGA NETO, S.; SOBRINHO, A. G. S.; RESENDE, K. T. Composição Corporal e Exigências Nutricionais de Macrominerais para Cordeiros Morada Nova. Revista Brasileira de Zootecnia, v.34, n.6, p.2133-2142, 2005.

PAULINO, P. V. R.; CHIZZOTTI, M. L.; MARCONDES, M. I.; VALADARES FILHO, S. C. Exigências nutricionais de zebuínos puros e cruzados. 2 ed. Viçosa:UFV, 2010.

RESENDE, K. T; SILVA, H. G. O; LIMA, L. D; TEIXEIRA, A.M.A. Avaliação das exigências nutricionais de pequenos ruminantes pelos sistemas de alimentação recentemente publicados. Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, suplemento especial p.161-177, 2008.

UNDERWOOD, E.J., SUTTLE, N.F. The Mineral Nutrition of Livestock. 3º ed. Midlothian, UK, p. 283–392, 1999.


Fonte: www.diadecampo.com.br

Manejo racional: planejamento sem perdas

Identificar erros, organizar ações e cuidar do gado, levando em conta o bem-estar, evitam prejuízo

Juliana Royo
13/03/2012
Racionalizar o trabalho de toda a fazenda é o objetivo da nova forma de conduzir a produção. O manejo racional busca entender as particularidades de cada produtor, fazer toda a equipe entender as necessidades do animal e, assim, cortar as perdas que são geradas na produção. Muitos fazendeiros ainda acham bobagem, mas o bem-estar animal pode fazer muita diferença no ganho do produtor. Se o animal se alimenta bem, descansa e não se estressa, ele ganha peso mais facilmente. Se for tratado sem agressividade, não terá machucados na carcaça. 
— Manejo racional é a ação com conhecimento, é desenvolver as práticas de manejo tendo conhecimento do que você deve fazer e do que pode fazer. O primeiro passo é a conscientização da necessidade porque muita gente acha que esse tipo de manejo é desnecessário. E a conscientização tem que envolver todos, desde o proprietário da fazenda, o gerente e também quem está executando o trabalho, todos têm que estar comprometidos — caracteriza o especialista no assunto Matheus Paranhos, professor da Unesp Jaboticabal.
Para saber que tipo de medidas adotar na fazenda, o produtor deve primeiro fazer um estudo de reconhecimento do manejo, de tudo o que acontece no sistema de produção. Desta forma, é possível organizar todo o sistema e identificar onde estão as maiores dificuldades. Depois deste planejamento, deve ser feito um treinamento com os funcionários da fazenda, para que eles sigam as novas instruções.
— O primeiro benefício é a redução de estresse, dos próprios trabalhadores e também dos animais. O planejamento cria um ambiente de trabalho mais tranquilo. Em função da redução de estresse, há uma redução no risco de acidentes de trabalho. Em algumas fazendas o manejo racional reduziu os acidentes de trabalho em 80%. Além de machucar os trabalhadores, os acidentes podem formar machucados nos animais, o que deprecia a carcaça. Eles também podem formar hematomas e isso afeta o preço pago — explica Paranhos.
O especialista diz que o principal erro cometido atualmente, além da falta de organização, é a agressividade usada nos animais. Ainda é muito comum que os peões utilizem de pauladas para controlar os animais ou façam pressão excessiva, o que deprecia não só a carcaça, mas afeta diretamente o ganho de peso ou produção de leite porque um animal estressado, sem descanso produz menos.
— Muita gente acha que o manejo racional será complicado, mas não é. Basta ter boa vontade. Mesmo com baixíssimo investimento, apenas com a leitura do material sobre o manejo racional já é possível mudar a postura de condução da fazenda, racionalizar o manejo, fazer o planejamento e, com isso, evitar perdas no processo produtivo — ensina o professor.

Fonte: www.diadecampo.com.br

Nova vacina combate laringotraqueite em aves

Doença encontrada no Sul de Minas e noroeste de São Paulo mata por sufocamento da traqueia

Juliana Royo
08/03/2012
A laringotraqueite infecciosa é uma doença controlada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento pelo Brasil, mas existem duas regiões em que ainda existem focos do vírus: o município de Itanhandú, na Serra da Mantiqueira (MG) e a região de Bastos (SP). A enfermidade causa sangramento e uma inflamação grave na traqueia, levando a ave à morte. Mas os produtores destas regiões acabam de ganhar um aliado porque a Ceva está lançando uma nova vacina que combate a laringotraqueite infecciosa.
— O principal é que ela é uma vacina vetorizada e proporciona segurança às aves vacinadas porque esta vacina não contém o vírus vivo da laringotraqueite, portanto não há reações pós-vacinais que possam afetar a ave ou deixá-la adoentada por algum tempo — ressalta Luiz Sesti, gerente técnico da Ceva.
Sesti explica que o vírus vivo contido na vacina é o da bolba, por isso não causa nenhuma reação às aves e induz uma proteção contra as duas doenças: a bolba e a laringotraqueite infecciosa. A vacinação deve ser feita quando a ave tiver entre 4 e 8 semanas, em dose única, e pode ser aplicada em qualquer tipo de ave.
— Só pedimos que o produtor tenha a precaução de não utilizar essa vacina se as aves já tiverem recebido a vacina de bolba no primeiro dia de vida. Se o produtor quiser usar essa nova vacina contra a laringotraqueite infecciosa, ele não deve fazer a vacinação contra a bolba no primeiro dia de vida — alerta Alberto Inoue, Gerente de Marketing de Aves e Suínos da Ceva.
Os produtores interessados em mais informações devem entrar em contato com a Ceva pelo telefone 0800-7700355  ou pelo site www.cevabrasil.com.br

Fonte:www.diadecampo.com.br

Integração Lavoura Pecuária reduz custos

Além de contribuir para o meio ambiente, atividade aumenta produtividade e lucratividade na fazenda

Juliana Royo
09/03/2012
A Integração Lavoura Pecuária (ILP) já é uma prática bastante adotada por diversos produtores rurais e pode trazer inúmeros benefícios, tanto para o produtor como para o meio ambiente. Um deles é a redução de custos, o que traz maior lucratividade. Para falar um pouco mais sobre a atividade, o Portal Dia de Campoconversou com Ake Van Der Vinne, produtor rural de Maracaju (MS) e um dos pioneiros em Integração Lavoura Pecuária para gado de corte. A entrevista exclusiva com o produtor pode ser coferida a seguir.
Portal Dia de Campo – Eu gostaria que o senhor começasse falando sobre a sua experiência com a ILP. Como foi o início quando o senhor adotou a técnica?
Van Der Vinne 
– Eu comecei em 1989. O início foi bem difícil, pois ninguém tinha experiência e não existiam dados. Tivemos que descobrir qual era o caminho certo.
Portal Dia de Campo – Por que o senhor decidiu optar por essa técnica que, na época, era bastante nova?
Van Der Vinne
 – Porque eu estava trabalhando com a agricultura e a pecuária. Percebi, então, que existiam problemas na pecuária que a lavoura poderia resolver e na lavoura que a pecuária poderia resolver.
Portal Dia de Campo – Quais foram os principais desafios que o senhor encontrou assim que começou a ILP?
Van Der Vinne 
– A maior dificuldade foi realizar o plantio direto em cima da pastagem, pois naquele tempo o plantio direto ainda não estava muito avançado. Nos primeiros três anos, muita coisa deu errada. Mas, com o tempo, fui descobrindo o que fazer para que, no fim, tudo desse certo.
Portal Dia de Campo – Quais foram os principais benefícios que o senhor encontrou quando adotou, de fato, a ILP para corte?
Van Der Vinne
 – Na pecuária, ocorre o melhoramento dos pastos, ficando mais produtivos. Não é preciso realizar qualquer tipo de adubação podendo ainda produzir 20 arrobas por hectare ao ano quase sem custo. Já na agricultura, ocorre o melhoramento do solo.
Portal Dia de Campo – O tipo de integração que o senhor faz usa sempre a soja?
Van Der Vinne
 – Cultivo sempre a soja e o milho safrinha.

Portal Dia de Campo – Como o senhor faz a rotação entre soja, milho safrinha e pasto?
Van Der Vinne 
– Costumo plantar a soja por dois anos seguidos. Depois, entro com o milho safrinha. Depois disso, planto a soja novamente. Após a colheita da soja, entro com a pastagem, que durará um ano e meio. No verão, 2/3 da minha área correspondem à soja e 1/3 à pastagem. No inverno, ocorre o contrário.
Portal Dia de Campo – Qual a produtividade da sua lavoura de soja, em média?
Van Der Vinne
 – Nos últimos cinco anos, a média gira em torno de até 67 sacos por hectare, antes era de 20 a 30 arrobas por hectare.
Portal Dia de Campo – Alguns produtores não conseguem entender a lucratividade que a ILP pode trazer. Qual a sua experiência em relação à lucratividade?
Van Der Vinne 
– Em certos pontos, a ILP aumenta o lucro. Mas acho, principalmente, que na pecuária aumenta-se a produção devido ao fato de produzir-se em uma área pequena. Sem dúvida, a ILP proporciona um lucro seguro porque o produtor passa a exercer duas atividades, uma em benefício da outra.
Portal Dia de Campo – Que dicas em relação à rotina da fazenda com a ILP o senhor dá aos outros produtores do Brasil?
Van Der Vinne
 – O agricultor que tem vontade de mexer com pecuária, deve seguir em frente, pois a atividade vale a pena. O pecuarista que quer entrar com a lavoura também. O mais importante é gostar da pecuária e da lavoura. O pecuarista que vai entrar na agricultura só precisa tomar alguns cuidados, pois a agricultura é diferente da pecuária. Primeiro, é preciso investir para depois tirar. Além disso, nada deve ser deixado para depois, como é costume de alguns pecuaristas. 

Fonte: www.diadecampo.com.br

Embrapa mapeia as principais doenças de caprinos e ovinos no Brasil


Embrapa Caprinos e Ovinos
13/03/2012
Está em fase avançada os estudos realizados por pesquisadores da Embrapa Caprinos e Ovinos em nove estados do Brasil para identificar o nível de infecção dos rebanhos de pequenos ruminantes pelas nove principais doenças que afetam caprinos e ovinos. O trabalho de campo foi concluído no Nordeste e estão sendo coletadas amostras nos três estados de outras regiões do país. A pesquisa, iniciada em janeiro de 2009, resultará na caracterização do perfil zoossanitário da caprinocultura e da ovinocultura tropical por território.
Três das doenças são contempladas pelo Programa Nacional de Sanidade de Caprinos e Ovinos (PNSCO), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA): Artrite Encefalite Caprina (CAE), Maedi-Visna (MVV) e Brucelose Ovina. O resultado da pesquisa envolvendo esse grupo irá subsidiar o estabelecimento do programa e orientar políticas públicas e privadas para o controle das enfermidades.
As outras seis doenças impactam negativamente a produtividade dos rebanhos, daí a importância do diagnóstico. Trata-se de Linfadenite Caseosa, Clamidofilose, Neosporose, Toxoplasmose, Língua Azul e Leptospirose. Para prevenir as doenças, é necessário aplicar as técnicas de manejo sanitário de pequenos ruminantes. A Embrapa oferece tais instruções em documento disponibilizado no linkhttp://www.cnpc.embrapa.br/admin/pdf/03155000120122.doc77.pdf.

Artrite Encefalite Caprina (CAE)
 Leucoencefalomielite em cabritos, artrite crônica, mamite e pneumonia em adultos.

Brucelose Ovina Epididimite nos machos, abortamento nas fêmeas, ocorrência de natimortos, nascimento de cordeiros fracos e aumento da mortalidade perinatal

Maedi-Visna (MVV)  Alterações nos pulmões, sistema nervoso central, glândula mamária e articulações, principalmente nos adultos.

Clamidofilose Abortamento e mortalidade neonatal

Leptospirose Abortamento

Linfadenite Caseosa Formação de abscessos em gânglios linfáticos superficiais, podendo também acometer órgãos e linfonodos internos.

Língua Azul  Ovinos: edema na face, febre, corrimento nasal com aparecimento de crostas, vesículas na boca e nos lábios, claudicação, degeneração hialina na musculatura esquelética, aumento dos linfonodos mediastínicos, anorexia, perda de peso e morte.
Caprinos: elevação da temperatura corporal e anemia leve ou aumento do volume sanguíneo das mucosas conjuntival e nasal.

Neosporose Abortamento em rebanhos ovinos, problemas reprodutivos e distúrbios neurológicos.

Toxoplasmose Abortamento, natimorto e morte de neonatos.

Os estados que participam das análises são os que possuem maior representatividade na caprinocultura e na ovinocultura tropical. Seis estão na região Nordeste (Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Paraíba, Sergipe e Bahia), um estado é da região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul) e dois do Sudeste do Brasil (Minas Gerais e Rio de Janeiro). Para mapear os outros estados da federação, os pesquisadores preveem um novo projeto.
A atuação em cada estado consiste na coleta de amostras de sangue em várias propriedades para o diagnóstico das doenças de caprinos e ovinos e na aplicação de questionário aos produtores, contemplando os temas nutrição, reprodução, sanidade e manejo geral. Relacionando os diagnósticos clínicos e os questionários, a pesquisa identificará os fatores de risco e o impacto econômico das enfermidades.
A Embrapa tem como parceiros no projeto universidades, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e institutos estaduais de extensão rural. Quatro trabalhos de mestrado e doutorado já foram produzidos a partir da pesquisa e as informações foram apresentadas em oito eventos científicos.

Fonte:www.diadecampo.com.br

Carne suína: exportações mineiras aumentam 84% em 2012

Setor começa a se beneficiar da abertura do mercado chinês

Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Assessoria de Comunicação Social
13/03/2012
Apesar da crise mundial, as exportações mineiras de carne suína continuam em expansão. As vendas do produto, no primeiro bimestre de 2012, possibilitaram uma receita da ordem de US$ 11,5 milhões, cifra 84% superior à registrada em idêntico período do ano passado. No Brasil, as exportações da suinocultura movimentaram US$ 190,8 milhões, registrando uma retração de 0,2%. 
Os números foram divulgados pelo Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e analisados pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). Para o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez, a suinocultura foi beneficiada em 2011 pela forte valorização das commodities nos maiores mercados de destino dos produtos mineiros, e agora o setor começa a obter resultados com as vendas para a China. Há também o reforço de vendas para Hong Kong.
“A soma desses fatores possibilitou à suinocultura responder por cerca de 11% nas exportações do segmento carnes de Minas este ano”, acrescenta Albanez. “O fator que mais contribuiu para o aumento das exportações mineiras de carne suína nos dois primeiros meses deste ano foi a expansão dos embarques para 4,6 mil toneladas, um volume 93,4% superior ao acumulado dos dois primeiros meses de 2011”, explica Albanez.
Aumento sustentável
O presidente da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (Asemg), João Bosco Martins de Abreu, considera que “o aumento das exportações do setor é sustentável”. Ele diz que é possível expandir ainda mais vendas a partir de abril com a adesão de um número maior de clientes no mercado chinês. Segundo as análises de especialistas da suinocultura, embora exista atualmente o impacto da crise internacional, a tendência é de melhoria dos resultados para o conjunto das exportações do agronegócio brasileiro. “Teremos expansão de crescimento e das cotações no exterior”, prevê o dirigente.
De acordo com Abreu, os suinocultores mineiros estão investindo no aumento da produção com base nas expectativas positivas. Segundo dados da Asemg, a produção das granjas mineiras em 2011 foi de 450 mil toneladas, volume que deve ser mantido este ano.

Fonte: www.diadecampo.com.br